TEORIA E PRÁTICA
Existem três grandes zonas de sensação ou centros, unidos a um quarto centro que lhes dá a unidade de acção e propósito. A primeira zona abrange, grosso modo, a zona da cabeça ( pensamento – pensar : elemento ar ); a segunda corresponde ao tronco, ou plexo cardíaco ( sentimentos – sentir : elemento água); a terceira, ao plexo solar, ou zona psicomotora ( agir – volição : elemento terra ). A quarta zona, corresponde ao quarto ventrículo cerebral ( intuição : elemento fogo ). O quarto centro emerge na sequência do trabalho integrado dos três centros, é uma força atractiva de reintegração, alinhando os centros pela consciência de Si-Mesmo, e abrindo-se ao impulso transformador da Consciência. Cada zona, ou centro, desdobra-se em dois pólos, um pólo solar ( masculino, positivo, expansão) e outro lunar (feminino, negativo, contracção). O pólo solar está aberto à influência directa da Consciência fundamental manifestada; o pólo lunar sofre a influência da esfera psicológica e terrena. Os centros são os interfaces no ser humano da Consciência-Energia. Os centros de consciência no homem dividem-se em planos, com correspondências aos planos de consciência do planeta e aos planos de consciência do sistema solar. Os centros de consciência no seu modo de funcionamento lunar ligam o humano ao organismo terra; no modo de funcionamento solar abrem-no à acção da Consciência intrínseca. Na primeira zona de sensação ( zona 1), ou centro mental, podemos auto-observar a economia do pensamento associativo, ou corrente de pensamento automático e mecânico; nesta zona tenho as memórias ligadas à representação do mundo e de mim mesmo. Se nos constituirmos como observadores neutros desse processo, colocando-nos no centro, acedemos ao potencial de consciência disponível no respectivo nodal, permitindo a sua eclosão , actuando sobre o chacra, organizando a periferia psicomental, e estabelecendo uma ordem mental, reduzida ao centro, a actividade mental passa a não-mental. tomo consciência de toda actividade estímulo /resposta a partir do centro, e verifico que toda a actividade psicomental vem de fora. Este centro (laringe ) é a esfera da ideação, o pensamento associativo é um mero resíduo ; como não conhecemos directamente a realidade surge a frustração que é a imaginação e a fantasia ( aspecto lunar do centro ), define um ser ilusório, sou mais pensado do que pensador. Na segunda zona ( zona 2), ou centro do coração, posso auto-observar o curso das emoções reactivas; nesta zona tenho as memórias ligadas à alma das coisas e à minha própria alma que reside no coração. Ao observar de forma neutra a actividade reactiva deste centro, verifico que o que fica é a actividade não-afectiva. A capacidade de discernimento aumenta e posso experimentar o que é a compaixão. Deste centro começam a surgir afectos que não têm qualquer necessidade de reciprocidade, instala-se uma economia impessoal amorosa, e o medo esfuma-se. A compaixão é a capacidade de estar com o outro e compartilhar o destino comum, pois fazemos todos da mesma totalidade afectiva. Este centro é a esfera do sentir. Na terceira zona ( zona 3), ou centro do diafragma, auto-observo os desejos contraditórios, e nela tenho as memórias genéticas da espécie. este centro tem a ver com a volição, é o centro dos desejos em conflito. Esta zona de turbulência é difícil de observar, mas se a actividade conflitual for reduzida ao centro, verificamos que os desejos são um permanente ajustamento aos estímulos externos. Este centro é a esfera do desejo e do querer; no seu modo solar é realizador, no seu aspecto lunar é autoritário, impõe o desejo do eu psicológico, que é sempre conflitual ( fonte de tensão permanente, que mais não é do que um bloqueio bio-energético ). No seu aspecto lunar, define um ter ilusório. A zona 1, no modo lunar de funcionamento define-se pelo “absurdo” do sentido da vida; a zona 2, pelo “medo” de amar e ser amado; a zona 3, pela “morte”, o terror do findar e da extinção ( território do desejo e da morte do desejo). Existem três ilusões básicas nas zonas de sensação: zona 1, a ilusão de existir; na zona 2, a ilusão de preenchimento afectivo ( amor igual a reconhecimento afectivo); zona 3, a ilusão de ser. No modo de funcionamento solar, a zona 1 caracteriza-se pelo silêncio, a zona 2 pela compaixão, e a zona 3 pelo propósito. Na zona 1 temos uma percepção directa, não verbal, imediata, a percepção é o próprio discurso; na zona 2 há entendimento amoroso pelo “coração compassivo”, e na zona 3 há acção justa, sem condicionamento ou memória. O trabalho sobre os centros assenta na consciência do corpo de energia que nada tem a ver com o corpo físico, nem com a visão ocultista dos vários suportes ou “corpos”. Temos acesso à realidade do corpo de energia de forma directa e não fragmentada. Este corpo de trabalho é um suporte de consciência que independe das noções de corpo/alma e da dualidade. O corpo de trabalho é constituído por sete centros ou pontos nodais, que são a emanação do Self. O Self cria os pontos nodais para neles se manifestar na mundo. Quando trabalhamos com os nodais e nos referimos à consciência-energia, já estamos a falar de corpo de trabalho, estamos a estruturar algo que não depende da realidade física do corpo, ou da realidade da “alma” ( psiquismo). O corpo de trabalho é iniciaticamente estruturado para superar de forma prática e experimental a percepção fragmentada da realidade. O corpo de trabalho é um instrumento que permite ultrapassar a dualidade das percepções. As nossas sensações baseiam-se nessa dualidade condicionada e condicionante. O corpo de trabalho permite-nos estruturara a continuidade de consciência nos diversos níveis da Consciência, sem limitações dualizadoras ( vida/morte, sonho/vigília, etc.). O corpo de trabalho permite a continuidade entre consciência cerebral e transcerebral, permite ultrapassar as fronteiras de cada nível de realidade sem perda de consciência, e este é de facto o princípio da Iniciação. O ser humano deve encontrar uma linha de continuidade de consciência em todos os níveis da realidade e isto só se consegue com a criação de uma dinâmica de ressonâncias estável e isso só se consegue com o corpo de trabalho. O salto qualitativo do humano só se dá quando criamos algo de novo que permita plenamente a expressão da Consciência supramental. Consciência Transcerebral | Corpo de Trabalho ( nodais ) | Consciência Cerebral ( cérebro e SNC ) O corpo de trabalho permite actualizar instâncias independentes dos nossos estados psicomentais condicionados. Começa a ser configurado no nodal 4 ( coração ), não sendo preciso de trabalhar com os nodais abaixo do diafragma ( nodias 5, 6 e 7 ), porque estes fazem parte da consciência encarnada e imanente. Estes nodais são transformados à medida das necessidades do processo pela consciência-energia descendente, ocupando o vazio deixado pelo inexistente eu psicológico. A experiência dos nodais começa sempre com a acção da força descendente da consciência-energia intrínseca, que vai ocupando as diversas instâncias inconscientes, reorganizando-as numa base vibracional estável, sintonizadas com a Consciência propriamente dita. Este processo de apropriação das capacidades individuais por parte da Consciência vai potenciando todas as capacidades humanas por forma a haver uma expressão cada vez mais integrada e plena da Consciência. O princípio da infusão da consciência-energia, ou princípio da graça, vem de cima para baixo, permeando a estrutura do corpo humano, intensificando a energia-consciência dos sub-sistemas, plexos nervosos e sistema glandular endócrino, sem afectar a reprodução das células nervosas, que tem a característica de viver em diapasão com as experiências iluminativas, ficando cada vez mais sensíveis e abertas à experiência da Consciência. As células nervosas ao mudarem, ocorre uma concomitante mudança nos estados de consciência condicionados, completando assim o processo de encarnação da Consciência. O poder transcendente e inato da Consciência, ao encarnar, transforma todo o ser humano, não pela via do processo evolutivo, mas por mutação. A Consciência organiza-se em torno de vectores de consciência que são os pontos nodais. O sistema dos nodais permite a percepção propriamente dita. Quando trabalho com os nodais estou a operar no encontro do cerebral com o transcerebral. Quando iniciaticamente transformo um ponto nodal, abrindo-o ao modo solar de percepção, transformo todo o sistema. O sistema de nodais não é equivalente aos chacras. O sistema dos chacras baseia-se na energia evolutiva e terrestre, os nodais veiculam a energia descendente da Consciência. O sistema dos nodais é o centro do sistema dos chacras, e potencia a energia-consciência do pólo ígneo e celeste. O ponto nodal é o centro do chacra, e o seu centro é pura Consciência, que gere o desenvolvimento do ser humano. O sistema dos chacras permite o desenvolvimento do ser humano no espaço e no tempo. O sistema de nodais é um sistema de centros de consciência que permitem a descida ( encarnação) da Consciência nos chacras, sistema endócrino e demais sub-sistemas, fora do tempo e do espaço. O nodal está para o chacra como a função para o órgão. O nodal é funcional e mais subtil, o chacra é um orgão psico-energético. O nodal, coexistindo com o chacra tem, no entanto, a faculdade de o activar, sem o usar directamente. O nodal é meio de expressão da Pura Consciência, o chacra do processo evolutivo. O nodal é formado por um núcleo que se mantém independente da orla exterior de turbulência psicológica. É na orla de psiquismo do nodal que as pessoas se debatem com o pensamento, emoção e desejos, numa economia de estímulo/resposta dualista. A vibração da orla do psiquismo, com a sua memória, permite responder a um estímulo externo, mas essa resposta é sempre condicionada, mecânica e automática ( modo lunar). Porém, se a resposta vem do núcleo do nodal ( modo solar), ela provém da Consciência. Quando começo a recusar-me a responder segunda a lógica psicológica da orla do nodal, começo a descobrir que a não-resposta do nodal se exprime com inteira serenidade, que posso designar por silêncio, por não saber qual é o seu conteúdo consciente. Ao recusar, por supressão, a acção vibracional do estímulo inútil abro a possibilidade de o nodal se exprimir em plenitude que é a Consciência propriamente dita. Além do modo lunar e solar, cada nodal possui ainda três características : Consciência ( sattva) – Mercúrio Energia ( rajas ) – Enxofre Estrutura ( tamas ) – Sal Para que o desenvolvimento do nodal se dê não precisamos de condições especiais, a não ser aquelas que o próprio a si mesmo se impõe. É dito na tradição que o homem se situa entre o pólo celeste e o pólo terrestre, sendo o ponto intermédio o nodal 4 ( coração). Com o sistema dos nodais conjugam-se, em termos práticos, as três zonas de sensação, ou ressonância : | | CÈU | | | | | | | Zona 1 - Self | | (Mundo Divino) | | (cabeça) | Nodal 1 | (Energia - Consciência) | | | Nodal 2 | (visão intuitiva) | | Interface (laringe) | Nodal 3 | (silêncio - contemplação) | | | | | | Zona 2 - Eu sujeito | | | | (respiração/circulação) | Nodal 4 | (enamoramento - unidade fundamental | | | | de todas as coisas) | | Interface (plexo solar) | Nodal 5 | (propósito - o desejo tem como único | | | | objectivo a auto-realização) | | | | | | Zona 3 - Eu objecto | | | | (psicomotricidade) | Nodal 6 e 7 | (Natureza) |
TERRA
A zona 1 está ligada à percepção mental e inteligente ( entendimento, relação inteligente das coisas e do mundo ) e reflecte a presença do Self. A zona 2 caracteriza a economia do “eu sujeito”. A zona 3 está ligada à economia do “eu objecto”. As zonas de ressonância, mental, afectiva e psicomotora , formam um todo onde se faz sentir a influência transformadora do Self. A Consciência quando desce através dos nodais define a estruturação o ser, dando a sensação de totalidade, com vibração diferente em cada nodal, e zona de ressonância, que funcionam como nódulos de frequência ou diferentes timbres ( escala de dó , nodal 7, a si, nodal 1, sendo fá o nodal 4 ). O sistema endócrino reage à gama de frequências da área de integração do Self dando a sensação de bem-estar orgânico, que corresponde a uma experiência bem sucedida. A hipófise e a pineal respondem as estas frequências com a sensação de êxtase. A zona de ressonância 1 tem associada dois nodais, além do nodal 1 : A audição está ligada ao nodal laríngeo ( N3); permite a articulação do discurso e do pensamento organizado ou acção do verbo ( a audição está associada à laringe que funciona como função e a audição como órgão) . Para haver discurso tenho de ouvir, e para ouvir é preciso silêncio. Só ao escutar posso estabelecer uma relação iniciática com o interlocutor, através da audição. Só posso falar a partir do momento em que estou em condições de Escutar. Esta relação entre a audição e o nodal da laringe desenvolve aquilo a que se chama a capacidade de Escutar, e não de meramente ouvir. A visão está ligada ao nodal frontal ( N2); este nodal não articula discurso sobre o objecto, porque o objecto é visto tal como é, sem necessidade de mediação discursiva. A prática do Ver tem a ver com a focalização simultânea dos olhos e do nodal frontal, como se a visão fosse triangular; acontece que não é o olhar que se intensifica, mas o Ver, porque o essencial não é feito através dos olhos, mas antes pelo nodal que é a função, e a visão funciona como órgão. A visão frontal caracteriza-se por uma percepção não discursiva, com um alto grau de atenção , dando-nos a sensação de que o mundo é um cenário tridimensional, que tem e consistência de um sonho. Quando nas diversas tradições se fala da terceira visão, isso refere-se à capacidade de olharmos as três dimensões do espaço, não como realidade intrínseca, mas como realidade virtual. O nodal frontal, que não é intrínseco ao corpo, quando se desloca para a percepção transcerebral, cria os vários níveis de espaço a três dimensões em espaço virtual, criando com isso uma dicotomia imediata entre realidade e ilusão, e isso é a chamada percepção directa da realidade/ilusão. Não é a realidade a três dimensões que é inteiramente ilusória, mas o que é ilusório é a forma como me situo nesse espaço, e é essa forma ilusória, tal como é vista pela visão frontal, que me dá a sensação de que tudo é uma espécie de cenário virtual. Ao nodal do coração ( N 4) é dada grande importância porque nele se faz o equilíbrio afectivo da experiência. O nodal do coração projecta-se em termos afectivos, o nodal do diafragma ( N 5) em termos de expectativa, o nodal da garganta ( N 3) projecta-se em discurso sobre as coisas. Quando os nodais são usados psicologicamente são utilizados como equipamento de auto-projecção. Mas se no nodal suspender a auto-projecção, passo ao modo de percepção directa, instalando-se a atenção, criando condições mais adequadas para a livre expressão da Consciência. Temos de ter uma relação prática com os nodais, pois não são uma abstracção. Quando cesso a auto-projecção nos nodais a Consciência irradia no sistema. No domínio da Consciência não há territórios intermédios, ou funcionamos em modo psicológico ou em modo de Consciência intrínseca. Quando trabalhamos com os nodais, estamos a trabalhar com a coluna vertebral do corpo de trabalho, que é o interface que só nós podemos construir. À medida que a Consciência começa a ocupar o terreno criando os seus próprios órgãos do corpo de trabalho, a continuidade da memória, sem solução de continuidade entre o cerebral e o transcerebral, começa a ser resolvida. Ao trabalhar com o corpo de trabalho, estamos a trabalhar com um suporte que nós construímos, não estamos a trabalhar com chacras. O corpo de trabalho é um interface virtual ( é uma forma-pensamento), que não é físico nem transcerebral, no qual se instala um software que permite a continuidade da Consciência em qualquer nível de realidade. O corpo de trabalho ( corpo de luz ou corpo de transfiguração ) é uma segunda natureza à qual damos nascimento, é o fio de continuidade da Consciência. A iniciação é a instalação da capacidade mercurial, ou corpo de trabalho, que é o veículo de consciência do Self na sua relação com o mundo, ou veículo de interacção psicomental que estabelece o Self no mundo como consciência transformadora. NODAIS E SENTIDOS Teologia negativa dos sentidos Os nodais 1 e 7 relacionam-se entre si; o nodal 7 liga-nos á Natureza, o nodal 1 ao Cosmos, e representam em termos de polaridade humana o Sol e a Lua; os restantes nodais são mediadores, e só nesses podemos funcionar de forma auto-consciente. Só de pois de operacionalizar os cinco podemos descobrir o 1 e o 7. No nodal 2, vejo porque não vejo, Só negando o sentido físico da visão poderei ver (nodal 2 – Visão; capacidade de percepção directa) No nodal 3, a negação do permite escutar (nodal 3 – Audição; silêncio, infinitude). No nodal 4, a negação da comparação, leva-nos á equanimidade afectiva e à compaixão (nodal 4 – Olfacto; compaixão). No nodal 5, negando a expectativa surge o propósito. A expectativa tem a ver com a fragmentação do desejo e a ansiedade em relação à apropriação dos objectos do desejo. O desejo é sempre fragmentário, o propósito unitivo ( nodal 5 – Paladar/sabor; propósito, motivação). No nodal 6, a negação da falta de tacto, da falta de contacto, leva-nos à atenção. Quando se opera no modo solar do nodal, há sensação directa e o lado solar dos nodais superiores abre-se naturalmente. Esta é a base do sistema (nodal 6 – Tacto; sensação directa). NODAIS (características) Nodal 7 – nodal de enraizamento na Criação, permite-nos ser seres de consciência encarnada; rege a biologia e a situação do organismo na natureza. Nodal 6 – nodal de actividade reprodutora, rege a sexualidade, enraizamento inconsciente na comunidade, entendimento grupal, comunidade. Nodal 5 – nodal de afirmação do indivíduo face à comunidade e como define o território pessoal, sente que é uma pessoa e defende o seu território pessoal. Nodal 4 – nodal onde começa o processo de individuação; só com este nodal é possível fazer o trabalho de atenção sobre si-mesmo; candidato á iniciação; tem perspectiva histórica e da consciência; sol interior. Nodal 3 – permite verbalizar o trabalho sobre a consciência; partilha da experiência da Consciência; actos de conhecimento no presente sem recurso à memória e ao conhecido; resposta ética, sempre adaptada à circunstância e ao presente; verbo encarnado. Nodal 2 – permite ter visão, propósito, finalidade; sabe a dimensão real e intuitiva do trabalho da percepção; visão impessoal com o cunho do Self; quando digo que nada sei, estou a estabelecer o terreno ( o silêncio ) onde se manifesta a visão do Self ; aqui não há reposta para o problema de saber o que é a Visão; visão amorosa das coisas, contentamento, sentem-se todas as coisas como puras configurações de consciência. Nodal 1 – nodal onde nem perguntas nem respostas dizem nada; esfera do indizível e do silêncio; Self em presença. C.H.
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